( 1929 - 2007 )
Provavelmente, o pensador que mais me influenciou. E tudo começou com o «America», em 1989. Desde aí, sei, e não tenho vergonha em o afirmar, que sou efectivamente um pós-modernista. Desde aí, nunca mais parei de ler Jean Baudrillard.
Apetece-me ficar em silêncio.
Cito a obra acima:
As coisas nunca duram mais tempo do que o tempo em que acontecem.
A América é a versão original da modernidade, nós (europeus) somos a versão dobrada ou legendada.
O que se pensou na Europa realiza-se na América.
Eles fabricam o real a partir das ideias, nós transformamos o real em ideias ou ideologia.
A salvação já não depende do divino ou do estado, mas da organização prática ideal.
Ainda houve quem questionasse as suas propostas e quem se risse das suas análise, suponho que nenhum deles tenha sobrevivido para ver a América de Bill Clinton, ou não sobreviveram, ou viveram e não quiseram ver. E os que não quiseram ver, entragaram a América ao Bush.
Não sei se vou conseguir ficar-me por aqui e em silêncio, mas desde já, agradeço ao Professor toda a ironia e cinismo que transmitiu, com imenso gozo.
Abílio Neto
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