Faz trinta anos, Fevereiro de 1977, que uma ditadura estúpida - redundante totalidade -, entendeu - discordante concepção-, que devia destruir a minha família, como sempre acontece com as ditaduras, que quase conseguem tudo, quase conseguiram.
O quase, neste caso, não aconteceu porque muitos nos ajudaram a impedir que o ditador levasse o mal que lhe corre no sangue ao limite de uma hemorragia fatal. Suponho que vontade não lhe terá faltado, pois, chegou a haver hemorragia com o Sr. Lereno Mata.
Antes e durante a prisão dos meus pais, entre a pressão da Amnistia Internacional e a pressão de muitos democratas no estrangeiro, e depois, quando sairam da prisão, entre a ajuda da UNCHR / ACNUR e a ajuda de familiares e amigos, devo, e deve a minha família, o evitar da «quase» destruição.
Há coisas que não se pode esquecer. Belo, triste e luminoso, este Dia dos Refugiados. Obrigado.
Abílio Neto
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